Mostra Cênica Resistências 2026

A Mostra Cênica Resistências foi criada pela Cênica em 2014, a partir do desejo de fomentar a circulação de espetáculos de artes cênicas e criações em múltiplas linguagens, contribuir para a visibilidade de artistas, grupos e coletivos em sua diversidade e pluralidade, ampliar a formação e fruição de público em nossa cidade e região, e criar um espaço de encontros, trocas e reflexões sobre arte e cultura. Na sétima edição da MCR, realizada de 12 a 16 de maio de 2026, seguiremos resistindo, tecendo e fortalecendo redes e conexões, levando arte e cultura a diferentes territórios.

Realizada por meio do Edital Fomento CultSP PNAB nº 39/2024 – Fomento à Economia Criativa, com apoio do British Council, Sesc Rio Preto, SESI, SSPM – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José do Rio Preto, Centro Cultural Vasco e Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto através da Secretaria de Cultura.

Programação

20h | Espetáculo musical: “NO APOLOGIES” | Emma Frankland / Marlborough Productions | Londres/UK

Teatro do SESC Rio Preto – 70 minutos – 16 anos – Gratuito – Com Legendas em Português

Sinopse
No Apologies mergulha profundamente nos debates da internet e na mitologia clássica, reinterpretando de forma radicalmente distorcida o icônico show MTV Unplugged do Nirvana, de 1993. A obra se contrapõe à pressão de nos moldarmos a imagens aceitáveis pela sociedade e evidencia o perigo que surge quando não conseguimos viver como nosso eu pleno e vibrante.

Ficha técnica
Texto e performance: Emma Frankland
Direção: Harry Clayton-Wright
Design de som e composição musical original: Keir Cooper
Design de iluminação: Simon Booth
Figurino: Philip J. Shaw
Design de flyer e logotipo: Charlie Wood
Design de outdoor: Sarah Ferrari
Cenografia: Tamara D’Silva
Fotografia: Matt Crockett
Produção: Marlborough Productions e Emma Frankland
Assessoria de imprensa da circulação no Brasil: Graziela Delalibera
Produção no Brasil: Cênica e Périplo
Apoio: British Council

Mini Bio
Emma Frankland é escritora, criadora teatral e performer premiada, cujo trabalho é frequentemente apresentado de forma lúdica, destrutiva e gloriosamente irreverente.
Ao longo da última década, Emma consolidou-se como uma artista teatral proeminente e inovadora, cujo trabalho frequentemente se debruça sobre questões de identidade de gênero e performances de motivação política.
Sua coletânea de cinco performances solo foi publicada pela Methuen — None of Us is Yet a Robot – Five Performances on Gender Identity and the Politics of Transition — e, em 2023, ela coadaptou a peça clássica Galatea, de John Lyly, apresentada como parte do Brighton Festival e publicada pela Bloomsbury.
Seu trabalho já foi apresentado internacionalmente na Indonésia, no Brasil, em Turtle Island e por todo o Reino Unido e Europa. Participou do British Council Showcase de 2013 com uma adaptação anárquica de Dom Quixote. Em 2019, criou We Dig, obra que demoliu fisicamente o icônico teatro OvalHouse com um elenco de mulheres trans de diversas partes do mundo.
Emma é artista associada da Marlborough Productions e escreveu vários episódios para o icônico drama seriado Hollyoaks, do Channel 4.
“Este é um conjunto de obras que não trata apenas de identidades trans e fluidez de gênero, mas em que esses temas se tornam catalisadores para uma exploração expansiva sobre os tipos de vida que queremos levar e o tipo de mundo em que queremos viver. Este é um trabalho vital e extraordinário.”
Andy Field, Forest Fringe

10h | Espetáculo de teatro: “O MUNDO EM EXTINÇÃO” | Cia. Bambolina | Paraguaçu Paulista/SP

Ocupação Regional: Ibirá/SP – Sede da Cia Arte das Águas – 50 minutos – Livre (indicado para crianças maiores de 8 anos) – Gratuito

Sinopse
Estamos em 2045, o mundo está em ruínas, tudo o que sobrou é triste e sem cor. Já não resta água nem alimento. Já não resta nada, afinal nenhum ser vivo sobreviveria ali. Pelo menos é isso o que pensam os dois Viajantes do Passado que ali chegam e não reconhecem mais a Terra como era antes. O que eles não sabem é que não estão sozinhos, ainda vivem ali dois Moradores do Presente, os últimos seres humanos vivos. Passado e presente serão colocados frente a frente numa história sobre a vida.

Ficha técnica
Autor: Danilo Salomão
Diretor: Danilo Salomão
Iluminação – Criação: Danilo Salomão
Operador de Luz: Raquel Dib
Figurino: Ivan Pinto
Cenografia: Ivan Pinto
Maquiagem: O Grupo
Elenco:
Ivan Pinto – Viajante do Passado 1
Danilo Salomão – Viajante do Passado 2
Sam Moura – Morador do Presente 1
Thi Chavier – Morador do Presente 2

Mini Bio
A Cia. Bambolina surgiu em agosto de 2016, e é composta em sua totalidade por membros da comunidade LGBTQIA+. As montagens da companhia sempre partem de textos autorais com diferentes gêneros e para diferentes faixas etárias. O grupo já montou os espetáculos “Árvore da Imaginação”, “Estrela Menina”, “A Galinha Sumiu!”, “O Menino que Nunca Pisou Fora de Casa”, “O Menino de Vidro”, “A Espera”, “Bastião”, “O Pretendente” (Contemplado no PROAC EDITAIS), “Almas Penduradas” (Contemplado no PROAC LAB MUNICIPAL) e “A Lenda da Ponte” (Contemplado no PROAC LAB ESTADUAL).

A companhia conta em seu repertório com os espetáculos “Trívia”, cujo texto foi o vencedor do I Concurso Nacional de Dramaturgia Flávio Migliaccio e realizou temporada no Teatro Solar de Botafogo no Rio de Janeiro e no Teatro de Arena Eugênio Kusnet da Funarte em São Paulo; “O Mundo em Extinção” aprovado na Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal e que já participou de diversos festivais; “O Vestido da Rainha”, espetáculo contemplado em Edital ProAC que já circulou por diversas cidades do estado e realizou curta temporada no Complexo Cultural da Funarte SP, “Um Musical Desafinado” aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, “Lá no Arto da Montanha” e “Sem Horas”, ambos aprovados na Lei Paulo Gustavo do município de Paraguaçu Paulista.

O mais recente trabalho do grupo é o infantil “Girassombra”, que estreou em maio de 2025.

15h | Documentário: “UM FILME SEM FIM” | Direção de Carito Cavalcante
Após a exibição, bate-papo com Clowns de Shakespeare

Polo Audiovisual do Noroeste – 120 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse
O filme acompanha quase três décadas de trajetória do histórico grupo de teatro Clowns de Shakespeare (Natal, RN). A obra é um registro íntimo, sensorial e poético da vida coletiva de um dos grupos mais influentes do teatro brasileiro, mostrando seus processos criativos, transformações, desafios e vitórias ao longo de muitos anos de pesquisa e circulação.

No bate-papo, permearemos o interior de um coletivo independente residente no coração do Rio Grande do Norte. A capital conhecida por suas belezas naturais, tem também um forte e ativo cenário cultural, principalmente nas artes cênicas e na música, sendo berço de importantes grupos teatrais e iniciativas culturais do país.

O que beira o processo criativo? Quais são as dores e as delícias enfrentadas pelo teatro de grupo no Brasil? Como é estar constantemente na zona de fogo que é ser artista?

20h | Espetáculo de teatro: “IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO” | Yumo Apurinã / Produtora São Bernardo Comunicação e Artes | Rio de Janeiro/RJ

Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto – 75 minutos – 12 anos – Gratuito – Com Interpretação em Libras

Sinopse
Num planeta em crise, devastado por tiro, boi, cimento e cruz, um indígena nascido na Aldeia Mawanaty, na Amazônia, busca as raízes de seu povo sabotadas pela colonização. Ao revisitar sua própria história e a de seu povo, ele confronta as narrativas que moldaram o Brasil e lança uma pergunta fundamental: somos mesmo uma humanidade? Inspirado nas obras de Ailton Krenak.

Ficha Técnica
Atuação, texto e cenário: Yumo Apurinã
Direção, texto, cenário, idealização e direção de produção: João Bernardo Caldeira
Voz em off: Ailton Krenak
Direção assistente: Carol Ozório
Preparação corporal: Giovanna Aguirre
Figurinos: Wangleys Manaó
Iluminação: Djalma Amaral
Trilha sonora original: Felipe Storino
Bases e paisagens sonoras: Xipu Puri, Felipe Storino, Juão Nÿn, Kae Guajajara e Kandu Puri
Projeções mapeadas: Renato Krueger
Consultoria iconográfica: Juão Nÿn
Colaboração artística: Cesar Augusto
Visagismo: Sandro Akroá
Cenotécnico: Humberto Silva Jr.
Fotografia: Dalton Valério e Clarissa Ribeiro
Identidade visual: Leticia Andrade
Residência artística: Aldeia Marakanã
Assistência de direção de produção: Alípia Mattos
Realização: São Bernardo

Mini Bio
Yumo Apurinã nasceu em Cacoal, interior de Rondônia, onde o povo Apurinã, original do Amazonas, firmou-se na Aldeia Mawanaty, do povo Cinta Larga, no município de Pimenta Bueno. Começou a fazer teatro no ensino médio, em Espigão D’Oeste, quando atuou e escreveu a peça “Myrunguêre e Nara”, premiada no Festival Estudantil Rondoniense de Artes e apresentada em Porto Velho. Aos 19 anos, foi para o Rio de Janeiro sob o sonho de dedicar-se à carreira de ator. Nos últimos anos, formou-se como ator pela Casa das Artes de Laranjeiras e foi indicado duas vezes, em 2022 e 2023, ao Prêmio APTR de Ator Jovem Talento pelas peças “Por Detrás de O Balcão” e “O Balcão” (ambas sob direção de Renato Carrera). Atuou ainda em “Karaiba” (2023), uma adaptação da obra de Daniel Munduruku, que circulou por todo país. Em 2023, atuou em “Vôo Livre”, da Companhia Brasileira de Teatro, direção de Márcio Abreu, e em “Guasu”, dirigida por Vilma Melo.

Escreveu e atuou nos solos “Os Meus Olhos” (2021) e “Tibira e a Mãe” (2020), com o qual ganhou o prêmio de melhor ator do FestiCAL Online. Entre seus últimos trabalhos estão ainda “Ricos de Amor 2” (2023), de Bruno Garotti; “O Turista Aprendiz” (2022), de Murilo Salles, além dos espetáculos “Krum” (2021) e “Tybyra, Uma Tragédia Yndygena Brasileira” (2021).

João Bernardo Caldeira, Doutor em Artes Cênicas pela ECA-USP, desenvolveu a pesquisa “Derrocada do sujeito universal e reflorestamento de existências: teatros de falas”, que investiga a cena contemporânea a partir da emergência de corpos dissidentes. Pós-graduado em Gestão e Políticas Culturais pelo Itaú Cultural e pela Universidade de Girona, é mestre em Artes da Cena e graduado em Comunicação e Direção Teatral pela UFRJ.

É autor, diretor, professor, produtor e pesquisador teatral, além de jornalista cultural. Idealizou e produziu a peça “Para Meu Amigo Branco”, em 2023/24, com direção de Rodrigo França e inspirada no livro de Manoel Soares. Dirigiu, produziu e escreveu espetáculos como “Eu Quem Eu Somos”, “Avenida Central” e “Atafona O Fim”. Produziu e escreveu o espetáculo “Funk Brasil – 40 Anos de Baile”, entre outros. Desde 2008, é colaborador de cultura do jornal Valor Econômico.

22h | CONTRAMÃO BAR CULTURAL

Clube do Lago – a partir das 22h – 18 anos – Gratuito

O bar do contra. Indo na contramão de um mundo que prega ódio e retrocesso, o bar cultural da Mostra Cênica Resistências é lugar de liberdade e de celebração à vida e à plena existência humana, onde a diversidade e a essência de ser e (re)existir permeiam o mesmo espaço, brindam o mesmo gole e dançam juntes o mesmo ritmo. Lá tem Samba, Funk, Rap, Pop, comida e experiência boa, daquelas que marcam e que a gente nunca esquece.

Confira a programação do dia 13, quarta:

Música: “BAILE DO KAYQUE” | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – 120 minutos – 18 anos – Gratuito

Sobre o Baile
Idealizado pelo DJ Kayque, o Baile é um projeto itinerante voltado à vários estilos musicais como: Rap, R&B, Soul, Disco, House e outras vertentes da Black Music. A missão é entregar uma festa dançante do começo ao fim, resgatando algumas tradições dos bailes da época de ouro. Um exemplo são as danças sociais (ou os famosos passinhos), que conseguem conectar o público ao máximo. O projeto é realizado desde 2022 em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e já contou com itinerâncias dentro e fora do estado.

Ficha técnica
DJ: Kayque
Dancer: Doroc
Dancer: Arbin
Fotógrafo: Pedro HP
Videomaker: Opropriojeff

Música: AFTER DO BAILE, com DJ Kayque | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – 18 anos – Gratuito

Sinopse
Depois do baile, sempre tem festa e o que é bom nem sempre acaba rápido! Para encerrar com chave de ouro essa noite quente e de muita dança, DJ Kayque dá um chorinho para os inimigos do fim. Ao som dos beats e hits de gerações passadas às atuais tocadas pelo nosso comandante da vez, a liberdade e a felicidade coletiva tomam protagonismo e o fim vira motivo de celebração.

Sobre Kayque
DJ desde 2019, Kayque entrega sets que navegam entre as vertentes do RAP, R&B, REGGAE, AFROBEATS e também da MÚSICA BRASILEIRA. Tem seu próprio projeto, o Baile do Kayque, realizado desde 2022 e já levou sua pesquisa musical para diversos lugares da região de São José do Rio Preto e também fora do estado. No ano de 2024 Kayque foi atração de eventos e festivais importantes, entre eles o Undisputed Masters São Paulo e o Awê Festival. Além de DJ, também é b-boy, atuante na cena do Breaking desde 2012. É co-fundador da crew Ghetto Warriors e já participou de diversos eventos pelo Brasil e em países como Chile e Holanda.

9h | Ensaio aberto – espetáculo de teatro: “MIGALHAS E MISÉRIAS EM MI MENOR – UM MUSICAL MENTIROSO” | Cia. Arte das Águas | Ibirá/SP

Praça dos Escritores – 80 minutos – Livre – Gratuito – Com Audiodescrição aberta

Sinopse
Cinco palhaços à margem da sorte tentam erguer um espetáculo inspirado no universo de Tião Carreiro e Pardinho. Entre modas de viola e a espera por um patrocínio fantasma, o grupo se depara com um patriarcado cujo saudosismo tenta esconder. Uma farsa poética e visceral que reinventa raízes brasileiras e sugere que, no palco da sobrevivência, a verdade aparece quando a mentira se despe.

Ficha técnica
Direção geral: Fabiano Amigucci
Assistente de direção, dramaturgia e música original: Antonio Bucca
Direção musical: Dagoberto Feliz
Preparação vocal: Ana Paula Mendonça
Melodias: Ricardo Moisés
Figurino e adereços: Isaac Ruy
Assistente de figurino e costura: Pablo Azevedo
Cenografia e adereços: Leo Bauab
Elenco: Antonio Bucca, Duda Silva, Laisa Anselmi, Rian Gimenes e Victor Castioni
Músicos: Diego Guirado e Márcia Morelli
Operação de microfones: Joyce Carvalho
Operação de som: Fabiano Amigucci
Orientação dramatúrgica: Alexandre Dal Farra
Preparação do corpo: Linaldo Telles
Treinamento de palhaço: Bete Dorgam

Mini Bio
Fundada em 2009 na cidade de Ibirá (SP) pelo ator, produtor e dramaturgo Antonio Bucca, a Cia Arte das Águas atua como um dos principais núcleos de criação, produção e formação cultural do interior paulista. Com sede própria desde 2013, desenvolve projetos que integram teatro, música e dança, com uma linguagem popular, poética e acessível, marcada pela presença da música ao vivo e pela circulação em espaços como praças, escolas e ambientes alternativos. A companhia também mantém o projeto social “Arteiros das Águas”, voltado à formação artística de diferentes públicos, consolidando seu compromisso com a arte, a educação e a cidadania.

10h | Espetáculo de teatro: “JOANA E O PÉ DE BATATA DOCE” | Coletivo SINA | São José do Rio Preto/SP

Ocupação Regional: Nova Granada/SP – Projeto Espaço Amigo – 50 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse
O espetáculo teatral “Joana e o pé de batata-doce” é uma reimaginação do clássico “João e o pé de feijão”. Nessa versão, a protagonista é Joana, uma jovem curiosa e conectada com suas “raízes” familiares. Em vez de plantar feijões mágicos, Joana e seu amigo Tomé plantam uma batata-doce mágica, que, ao crescer para baixo, abre caminho para um mundo subterrâneo repleto de desafios, aventuras e descobertas. Para se livrar das regras subterrâneas de uma Monstrona bastante exigente, Joana precisará comprovar que é amiga da natureza.

Ficha técnica
Ideia original: Nina Galvão
Elenco: Mabel Louíze, Jean Ferrari e João Vitor Boni
Direção e Dramaturgia: Homero Kaneko
Iluminação: Ícaro Negroni
Som: Nina Galvão
Produtora Executiva: Mariana Gagliardi
Identidade Visual: Luan Diego Vasques
Figurino: Clara Tremura
Maquiagem: Márcio Merighi
Assessoria de Imprensa: João Vitor Boni
Costureiras: Gislaine Ferrari e Izabel Martins
Produção geral: Coletivo SINA

Mini Bio
Criado em 2023, a partir do encontro de quatro artistas, o Coletivo SINA nasce em São José do Rio Preto movido pelo desejo de construção coletiva e investigação cênica. Desde suas primeiras pesquisas, o grupo se dedica a tensionar temas contemporâneos em diálogo com a sociedade e o meio ambiente, buscando uma linguagem que articule presença, território e escuta.

15h | Oficina: “PREPARA PARA BALL – INTRODUÇÃO AO RUNWAY” | Warley Noua – Imperatriz Noua Mamba Negra | São Paulo/SP

Casa Nuvem – 120 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse
Nesta oficina de introdução ao runway, Warley Noua convida o público a explorar a força, a presença e a expressão do corpo em movimento. A partir de práticas inspiradas na cultura ballroom, os participantes desenvolvem consciência corporal, atitude e confiança para transformar o caminhar em performance. Mais do que técnica, a proposta é um mergulho em processos de autodescoberta e empoderamento, onde cada corpo encontra sua própria forma de ocupar a passarela com verdade e estilo.

Sobre Noua
Warley Noua é artista que atravessa música, teatro e ballroom, onde corpo e presença se tornam linguagem. Overseer da House of Milan e Imperatriz da House of Mamba Negra, atua nacional e internacionalmente na categoria All American Runway. Ministra aulas de passarela em lugares como Argentina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, entendendo a passarela como gesto político e espaço de comunidade. Na música, transita entre o soul e a MPB, com obras que ecoam afetos, memórias e desejos. No teatro, atua em Mata Teu Pai (Grace Passô, Sesc Pompeia, CCBB BH e CCBB BSB) e Pindaúna (Cia Sacana / Fomento a Culturas Negras). Sua arte é travessia — gesto, som e corpo em movimento.

20h | Espetáculo de teatro: “SHIMA-AÇU” | Liana Yuri e Milton Aires | Santo André/SP e Ponta de Pedras/PA

Sede Cênica – 80 minutos – 14 anos – Gratuito – Com Interpretação em Libras

Sinopse
O espetáculo SHIMA-AÇU celebra o encontro entre duas ilhas e suas culturas: a Ilha de Okinawa, no Japão, e a Ilha do Marajó, no Pará. Inspirado pela amizade entre artistas desses dois territórios, o trabalho cria uma ponte poética entre tradições, memórias e saberes. “Shima”, palavra japonesa que significa ilha, e “Açu”, termo tupi-guarani que quer dizer grande, unem-se para formar um território de criação em homenagem às raízes e às águas que, ao mesmo tempo, nos separam e nos conectam.

Ficha técnica
Atuação e Criação: Liana Yuri Shimabukuro e Milton Aires
Direção: Daniel Viana
Dramaturgia: Daniel Viana, com base em textos autorais do elenco
Direção de Atores: Otacílio Alacran
Direção Musical: Victor Kinjo
Trilha sonora original: Victor Kinjo e Edu Colombo
Músicos: Victor Kinjo, Edu Colombo, Ivan Banho, Ariel Coelho, Moita Mattos, Fernando Sagawa, Guilherme Kafé e Duo NipAfro (Maicou Yuri e Felipe Fujimoto). Gravação, mixagem e masterização: João Antunes
Iluminação: Rossana Boccia
Operação de Luz: Rossana Boccia
Operação de Som: Giuliana Pellegrini
Assistente de Produção Executiva: Emi Tanaka
Figurinos: Noé, por Alessandro Lázaro
Costureiras: Cristiane Lázaro e Érica Lázaro
Cenografia e Pop-ups: Liana Yuri Shimabukuro, com concepção coletiva do elenco
Origamis: Silvia Tiemy Umezawa Shimabukuro e Paulo Seyei Shimabukuro
Objeto de cena: Paulo Seyei Shimabukuro
Fotografia: Chico Castro
Produção: Jambú Produções e Yurigami Produções

Mini Bio
Daniel Viana, Diretor teatral, ator, poeta de rua e artista-educador. Tem mestrado em Arte-Educação pela Unesp, pesquisador de cidade enquanto espaço educativo para o ensino de literatura. Graduado em Letras. Cursou direção teatral pela Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT). Atuou como assistente de direção de Luiz Fernando Marques Lubi com os espetáculos Nada Aconteceu, Tudo Acontece, Tudo Está Acontecendo do Grupo XIX de Teatro e Dizer e Não Pedir Segredo do Grupo Teatro Kunyn. Dirigiu espetáculos com foco na atuação solo, dentre eles, destaca Cuidado Frágil (2012), Clara em Neve (2011), Olhos Acebolados (2010) e Quem matou Aparecida? (2007). Na literatura, criou o projeto Guardanapos Poéticos que realiza intervenções urbanas com criação de poesia ao vivo. Ator do Grupo Sobrevento desde 2013.

Milton Aires, nascido em Ponta de Pedras, Ilha do Marajó-PA. É um ator de carreira, produtor cultural e educador em artes da cena, licenciado em Dança (IFG – 2021). Atuante no teatro desde 1999, no audiovisual desde 2004 e na dança desde 2008. Diretor do espetáculo “CaixaMundoEu”, do projeto: “Otras cositas mas”. Autor da pesquisa “Cena-memória: poética de atuação de um ator dançarino” – publicado pelo edital a_ponte: cena do teatro universitário do Itaú Cultural 2022. Em 2017 fez residência internacional no Butoh Centrum MAMU (Alemanha) com Tadashi Endo; na CND (Lyon-FR) com Maya M. Carroll, e na Menagerie de Verre (Paris-FR) com Nina Dipla, com apoio da Bolsa Funarte para Formação em Artes Cênicas.

Liana Yuri Shimabukuro, nascida em Santo André-SP, é descendente de Okinawanos. É artista plástica, design de engenheira de papel, atriz e produtora cultural. Formada na Escola Livre de Teatro de Santo André. Faz parte do Grupo Sobrevento de Teatro, desde 2013 como atriz, designer e aderecista. Tem especialização em Engenharia de papel com bolsa de estudos pelo edital de intercâmbio do Ministério da Cultura – MINC em 2015. Ganhou o prêmio de Menção Honrosa no projeto Pop-upAI do Moveable Book Society (EUA) em 2023. Foi Bolsista da JICA (Agência do Governo Japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento) em 2025.

21h | CONTRAMÃO BAR CULTURAL

Clube do Lago – a partir das 21h – 18 anos – Gratuito

O bar do contra. Indo na contramão de um mundo que prega ódio e retrocesso, o bar cultural da Mostra Cênica Resistências é lugar de liberdade e de celebração à vida e à plena existência humana, onde a diversidade e a essência de ser e (re)existir permeiam o mesmo espaço, brindam o mesmo gole e dançam juntes o mesmo ritmo. Lá tem Samba, Funk, Rap, Pop, comida e experiência boa, daquelas que marcam e que a gente nunca esquece.

Confira a programação do dia 14, quinta:

FEIRA DE ECONOMIA CRIATIVA

Clube do Lago – a partir das 21h – Gratuito

Exposição de artesanatos, produtos naturais, comidas gourmet e biojoias, reunindo uma diversidade de espaços e empreendedores independentes da cidade, fortalecendo a economia local, incentivando a circularidade do consumo e promovendo a comunicação e o vínculo entre pessoas diversas.

Intervenção: “RESISTIR É TECER CAMINHOS COLETIVOS” | Arteir@as pela Democracia | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – a partir das 21h – Gratuito

Arteir@s pela Democracia é um coletivo de mulheres que faz arte denúncia, tendo como pautas a valorização da arte que há no artesanato, a luta pelo fim da violência contra a mulher e a reivindicação de espaços permanentes de trabalho e de comercialização. Nesta intervenção, o público recebe um convite ao questionamento e à desconstrução de desigualdades e paradigmas socialmente construídos, movendo as barreiras geracionais, de gênero e de poder em nosso contexto comum.

Show Musical: MAGIA NEGRA | Magia Negra | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – 60 minutos – Gratuito

Sinopse
O show autoral da dupla Magia Negra é uma experiência que transcende as paredes sociais, unindo a música, a ancestralidade, a celebração e a resistência em um só encontro. Neste formato, o espetáculo de MPB – Música Preta Brasileira e R&Bixa trata com naturalidade as relações, os afetos e atravessamentos humanos de nosso contexto comum, questionando estruturas pré-estabelecidas, dançando o afeto e festejando a vida em suas múltiplas formas de ser e pertencer, exaltando a comunidade LGBTQIAPN+, artistas, cantores e a cultura negra de maneira geral.

Ficha técnica
Duo Magia Negra: Diego Neves e Lauren Lourenço
Coordenação e produção geral: E Su Mayê
Apoio e produção: Lila Santiago

Mini Bio
Criado em 2020 durante a pandemia em São José do Rio Preto, o duo Magia Negra é formado por Diego Neves e Lauren Lucca e nasce da união de vivências na negritude e nas dissidências de gênero. Suas criações fortalecem a identificação de públicos negros, trans e periféricos, gerando renda para artistas negros e LGBTQIAPN+ e consolidando redes entre artistas e produtores do estado.

Em 2021 lançaram o primeiro single “Vício”, seguido de outras faixas autorais e do EP A Iniciação em 2023. Foram premiados no FEM Rio Preto com Oriki (Melhor Letra, 2ª Melhor Música Nacional e Aclamação Popular). Em 2024 circularam com o show completo por 8 cidades do estado via ProAC, impactando cerca de 5 mil pessoas em apresentações e ações formativas. Somam mais de 12 cidades visitadas, 12 faixas lançadas e cerca de 78 mil plays em plataformas digitais.

Ballroom: BALL DA GAL – CUNT CONFESSIONS | GAL – Grupo de Apoio à Loucura | São José do Rio Preto/SP e São Paulo/SP

Clube do Lago – 120 minutos – Gratuito

A cultura ballroom nasceu nas comunidades negras e latinas LGBTQIAPN+ de Nova York como espaço de acolhimento, expressão e resistência. Mais do que competição, as Balls celebram identidade, moda, dança, performance e atitude através de categorias que valorizam presença, criatividade e autenticidade.

Uma noite de celebração da cultura ballroom, reunindo expressão, potência e resistência. A Ball contará com a chanter Nubia Candace (SP) e a DJ Uyara Avalanx (SP) conduzindo o fluxo das categorias e a energia da pista.

👑 Juradas convidadas:
Imperatriz Noua Mamba Negra (SP)
Azulla (RP)
Carla Mendes (BR)

🏆 Premiações com troféus e surpresinhas.

💋 Tema da noite: “Confesse seu CUNT” – Na cultura ballroom, CUNT é uma expressão de potência e presença, formada pelas palavras:
✨ C – Charisma (Carisma): a capacidade de envolver e capturar a atenção.
✨ U – Uniqueness (Originalidade): aquilo que torna cada pessoa única e inesquecível.
✨ N – Nerve (Atrevimento): coragem para ocupar espaço, se expor e desafiar padrões.
✨ T – Talent (Talento): técnica, performance e habilidade na categoria.

✨ Categorias:
• Face — beleza facial, simetria, expressividade, pele, olhar e capacidade de “vender o rosto” para os jurados.
• Runway — atitude, presença e elegância na passarela. O foco está no caminhar, postura e forma de apresentar o look.
• Best Dressed — criatividade, conceito e impacto visual do figurino. A categoria valoriza estilo, composição e leitura fashion do tema.
• Sexy Siren — sensualidade, confiança, provocação e carisma. O objetivo é seduzir através da presença e da performance.
• Lipsync — interpretação, presença cênica e sincronização entre corpo, expressão e música.
• Baby Vogue — categoria voltada para iniciantes no vogue, valorizando performance, atitude e domínio dos elementos básicos do Vogue.

Chanter:
Overseer Núbia Candace
É membra da Casa de Candaces desde 2019, concentrando sua caminhada na categoria de Commentator desde 2020 e ocupando essa função em balls importantes para a Capital, interior paulista e outros estados como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também produziu a III Black n Gold da 35 Bienal de Artes de São Paulo e a 2000s Ball, com patrocínio de Absolut.

DJ:
DJ Uyara Avalanx
É produtora cultural, DJ e produtora de moda, em seus trabalhos busca a intersecção sonora e visual, tensionando o termo gênero entre o social e o musical. Como DJ, sua sonoridade se expande desde 2018 através da vida noturna TLGB+, altamente influenciada pela cultura ballroom, comunidade a qual integra como membro da Internacional Kiki House of Avalanx.

Juradas:

Imperatriz Noua Mamba Negra
É artista que atravessa música, teatro e ballroom, onde corpo e presença se tornam linguagem. Overseer da House of Milan e Imperatriz da House of Mamba Negra, atua nacional e internacionalmente na categoria All American Runway. Ministra aulas de passarela em lugares como Argentina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, entendendo a passarela como gesto político e espaço de comunidade. Na música, transita entre o soul e a MPB, com obras que ecoam afetos, memórias e desejos. No teatro, atua em Mata Teu Pai (Grace Passô, Sesc Pompeia, CCBB BH e CCBB BSB) e Pindaúna (Cia Sacana / Fomento a Culturas Negras). Sua arte é travessia — gesto, som e corpo em movimento.

Azulla
Artista trans negra, que se destaca na cena Drag Queen por combinar o universo clubber com a arte do clown, criando performances inesperadas que misturam terror e riso. Azulla também é produtora de espetáculo, shows e cinema, trabalhando com as mais diversas companhias de teatro e audiovisual riopretense. Em seu histórico a mesma também efetuou diversas oficinas e ações formativas em espaços renomados como Sesc.
Destacando-se como produtora e performer nas obras “Invulgar” (2021), “Carna e Vrau” Sesc (2023), “Mostra Cênica Resistências” (2023), “GALeria” (2023), “Cortejos Carnavalescos” Sesc (2024), “UnderLoud” (2024), “Turnê A Iniciação – Magia Negra” (2024), produtora de set dos curtas “O Ventre do Traviarcado” (2024) e “Entre Nós” (2025).

Carla Mendes
É artivista, performer e agente cultural atuante em Catanduva e região, com trajetória marcada pela valorização das expressões negras, periféricas e dissidentes. Sua pesquisa transita entre corpo, identidade e território, desenvolvendo ações que articulam arte, formação e transformação social.
Presença fundamental na cena ballroom local, Carla é madrinha da Ball da GAL, acompanhando e fortalecendo o evento desde sua primeira edição, sendo referência de acolhimento, potência e continuidade dentro da cultura. Sua atuação reafirma a arte como espaço de resistência, pertencimento e construção coletiva.

Produção:
Murilo Gussi
Murilo Gussi é um multiartista atuante em São José do Rio Preto, cuja obra mescla teatro, performance e ativismo artístico com foco em corpos dissidentes, diversidade sexual e de gênero, e crítica social através da arte. Fundador do GAL – Grupo de Apoio à Loucura, Murilo desenvolve, desde 2010, pesquisas cênicas que atravessam performance, intervenção urbana, dramaturgia autoral e artivismo, com trabalhos que circularam por mostras, festivais e ocupações culturais da cidade e da região.

Entre suas realizações mais marcantes estão a criação da MADRE – Mostra de Artes da Diversidade e Resistência, do Cabaré da MADRE, e a condução de projetos formativos e ações comunitárias que aproximam arte, educação e debate social. É também responsável por obras performáticas e espetáculos como PUTO! e Cabarexistência, além da pesquisa “Ensaios sobre Artivismo – O Q da queer e qual de GAL?”, contemplada pelo Prêmio Nelson Seixas.

Encerramento da noite: DJ ZÉH | São José do Rio Preto/SP

No comando das caixas de som, DJ Zéh encerra em festa, glamour e alegria a noite de quinta-feira, com musicalidades que vão de Brasilidades ao Pop Universal. A pista ferve em clima de despedida da nossa segunda e grandiosa noite de bar.

Mini Bio
DJ Zéh é um artista da cena noturna de São José do Rio Preto, conhecido por suas discotecagens que transitam por diferentes gêneros — incluindo house, techno, pop e sonoridades variadas que animam pistas de festas e eventos na região. Ele tem presença ativa nas redes sociais onde divulga seus sets, eventos e trabalhos de DJ e vem construindo sua trajetória na cena musical local.

10h | Espetáculo de teatro: “O MENINO CORUJA” | Cia. Arte das Águas | Ibirá/SP

Ocupação Regional: Bady Bassit/SP – Centro de Convivência do Idoso (CCI) – 50 minutos – 8 anos – Gratuito

Sinopse O musical sertanejo “O Menino Coruja” retrata a vida simples e rural de um menino brejeiro do interior paulista, seus sonhos, seu olhar, suas tristezas, seus dramas, sua dor e a busca pela composição familiar perdida na memória com a morte da mãe e a solidão à qual se encontra o pai. O jovenzinho, de extrema sensibilidade e amante dos passarinhos, conecta-se nesta busca de reconstruir a família e a imagem da mãe através do canto dos pássaros, apaixonando-se pelo canto da coruja.

Ficha técnica Direção Geral e Direção de Movimento: Ivan Parente Elenco: Antônio Bucca, Duda Silva, Laisa Anselmi, Rian Gimenes e Victor Castioni Direção Musical: Babaya Morais e Ivan Parente Preparação Vocal e Arranjos: Ana Paula Mendonça Dramaturgia, Assistente de Direção e Música Original: Antônio Bucca Orientação em Dramaturgia: Alexandre Dal Farra Melodias: Ricardo Moisés Concepção de Trilha Sonora: Alberto Miguel e Ivan Parente Voz Inhá Ana (in off): Giulia Nadruz Cenografia (Projeto e Confecção): Leonardo Bauab Figurinos (Projeto e Confecção): Linaldo Telles Costureira: Aparecida Galdiano Crepaldi Projeto de Iluminação e Operador de Luz: Fabiano Amigucci Operação de som: Joyce Carvalho

Mini Bio Fundada em 2009 na cidade de Ibirá (SP) pelo ator, produtor e dramaturgo Antonio Bucca, a Cia Arte das Águas atua como um dos principais núcleos de criação, produção e formação cultural do interior paulista. Com sede própria desde 2013, desenvolve projetos que integram teatro, música e dança, com uma linguagem popular, poética e acessível, marcada pela presença da música ao vivo e pela circulação em espaços como praças, escolas e ambientes alternativos. A companhia também mantém o projeto social “Arteiros das Águas”, voltado à formação artística de diferentes públicos, consolidando seu compromisso com a arte, a educação e a cidadania.

14h | Espetáculo de teatro: “MEU QUARTO, MINHA INOCÊNCIA” | Núcleo de Produção e Difusão | Jales/SP

Ocupação Regional: Mirassolândia/SP – Projeto Ativação do Futuro – 45 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse O quarto de uma criança pode ser abrigo, pode ser seu refúgio. É nele que o brincar ganha forma — e revela mundos que muitas vezes não cabem nas palavras. Em “Meu Quarto, Minha Inocência”, narradores-brincantes conduzem o público por histórias inspiradas em infâncias marcadas pelo medo, pelo silêncio e por experiências de abuso e exploração sexual. De maneira sensível e lúdica, a encenação mergulha no olhar das próprias crianças, trazendo à tona fragmentos de suas vivências através do brincar. Entre jogos, memórias e imaginação, o espetáculo constrói um espaço de escuta e reflexão, onde a inocência resiste — e nos convida a enxergar, acolher e proteger.

Ficha técnica Dramaturgia: Nonato Teixeira Adaptação: Larissa Sanches Direção: Clayton Campos Produção: Higor Arco Elenco: Higor Arco, Letícia Perfetto e Gerson Ferreira Direção Artística: Kátia Constantino Cenografia: Clayton Campos Figurinos e Bonecos: Kátia Constantino

Mini Bio O Núcleo de Produção e Difusão de Jales desenvolve espetáculos e os leva às comunidades de nossa região e de diversos territórios do país, abordando temáticas variadas que, de forma transversal, buscam encantar, conscientizar e contribuir para a transformação social. Desde 2006, nossos trabalhos circulam por diferentes contextos do cenário brasileiro, somando quase duas décadas de troca de experiências e saberes com o público. Ao longo desse percurso, o Núcleo já produziu diversos espetáculos, entre eles “Crônica de Tonho e Alzira”, “Diário de Meninos e Sonhos”, “A Farsa do Mestre Pathelin” e “O Auto da Camisinha”. Este último, uma ação de caráter transversal, estreou em 2006 e, desde então, já foi apresentado para milhares de pessoas em diferentes estados do país.

15h | Bate-papo: “SOBRE IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO” | Yumo Apurinã e João Bernardo

Sede da Cênica – 120 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse da atividade Através da memória, da palavra e da escuta, os criadores do espetáculo “Ideias para Adiar o Fim do Mundo” compartilham suas experiências, sua inspiração e o processo de montagem.

Sinopse do espetáculo Num planeta em crise, devastado por emergências climáticas, expropriação de terras e massacre das populações originárias, um indígena nascido na Aldeia Mawanaty, em Rondônia, na Amazônia, investiga as raízes de seu povo sabotadas pela colonização. “Somos mesmo uma humanidade?”, pergunta a todos nós, retomando a questão fundamental da obra literária “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, de Ailton Krenak.

20h | Espetáculo de dança: “DOUBLE BILL: VOYEUR / SAMBA & AMOR” | Cia. de Dança de São José dos Campos | São José dos Campos/SP

Teatro do SESC Rio Preto – 70 minutos – 12 anos – Gratuito – Com Audiodescrição

Sinopse O double bill “Voyeur | Samba & Amor”, de Lili de Grammont, investiga o corpo contemporâneo entre exposição e exaustão. Em “Voyeur”, o olhar organiza a cena e transforma relações, implicando também o público como parte ativa do jogo entre ver e ser visto. Já “Samba & Amor”, inspirado na canção de Chico Buarque, atualiza a ideia de “sociedade do cansaço” no espaço doméstico, atravessado por afeto, rotina e culpa do descanso. Com trilha original de Ed Côrtes, as obras articulam tensão, humor e delicadeza. Um programa que transita entre o público e o íntimo, revelando como o corpo responde ao olhar e ao desgaste do cotidiano.

Ficha técnica Concepção, Direção Artística e Coreografia: Lili de Grammont Companhia: Cia de Dança de São José dos Campos – Fundação Cultural Cassiano Ricardo – Prefeitura de São José dos Campos Direção Musical / Trilha Sonora: Ed Côrtes Trilha Sonora: Voyeur – trilha original de Ed Côrtes Samba & Amor – trilha original de Ed Côrtes, a partir da música “Samba e Amor”, de Chico Buarque Figurinos: Voyeur – Nathan Souza Samba & Amor – Bruna Fernandes Iluminação: Voyeur – Nicolas Marchi Samba & Amor – Rachel Balekian Cenografia / Objetos de Cena: Lili de Grammont Elenco: Amanda Meirelles, Carolina Pereira, Lia Bernardelli, Maria Clara Zanette, Matheus Yuji, Milton Sabará, Nathan Souza e Raffaela Scotti Ensaiador: Walter Monteiro Professora de Dança Clássica: Bruna Maciel Preparação Física: Mariana Duque Professora de Dança Contemporânea: Lili de Grammont

Mini Bio Lili de Grammont é coreógrafa, diretora cênica, bailarina, produtora cultural e palestrante. Diretora artística e coreógrafa da Cia de Dança de São José dos Campos, é fundadora do Núcleo Tentáculo e da produtora Tentáculo REC, com atuação em dança, cinema e projetos de impacto social. Graduada em Psicologia e pós-graduada em Direitos Humanos e Responsabilidade Social, Lili desenvolve uma linguagem que articula corpo, dramaturgia e questões contemporâneas. Foi bailarina do Balé da Cidade de São Paulo e da Quasar Cia de Dança, e coreografou para companhias como São Paulo Companhia de Dança e Balé Teatro Guaíra. Em 2023, foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Criação por “Memória em Conta Gotas”. Seus trabalhos circulam por festivais nacionais e internacionais, destacando-se pela fusão entre rigor físico, sensibilidade e investigação crítica do comportamento humano.

21h30 | Espetáculo de dança: “CORPO HISTÓRIA” | Companhia OBS | Araçatuba/SP

Clube do Lago – 45 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse O CORPO protagonista da HISTÓRIA. “CORPO HISTÓRIA” é um espetáculo de dança contemporânea com plano de fundo a história de expansão territorial paulista a partir das estradas de ferro. Em cena, corpos que constroem a história, instigados a partir da pesquisa e da construção coreográfica coletiva, narrando suas dores e histórias contribuindo à narrativa principal. A obra do músico multi-instrumentista araçatubense Zé Renato Gimenes compõe a construção artística com elementos indígenas, ambientando a proposta cênica de maneira sensorial.

Ficha técnica Direção geral: Caique Teruel Bailarinos: Amanda Proietti, Daniela Parra, Fernando Costa, Pablio Guedes, Patrícia Pagan e Yasmin Neves Músico: Zé Renato Gimenes

Mini Bio A Companhia OBS é um coletivo de dança contemporânea com base em Araçatuba, interior de São Paulo. Desde 2021 o grupo vem se dedicando à pesquisa corporal coletiva e à criação de performances que exploram temas históricos e culturais ligados ao interior paulista — especialmente a ocupação do território e os impactos sociais das estradas de ferro e das comunidades indígenas na região.

21h | CONTRAMÃO BAR CULTURAL

Clube do Lago – a partir das 21h – 18 anos – Gratuito

O bar do contra. Indo na contramão de um mundo que prega ódio e retrocesso, o bar cultural da Mostra Cênica Resistências é lugar de liberdade e de celebração à vida e à plena existência humana, onde a diversidade e a essência de ser e (re)existir permeiam o mesmo espaço, brindam o mesmo gole e dançam juntes o mesmo ritmo.

Lá tem Samba, Funk, Rap, Pop, comida e experiência boa, daquelas que marcam e que a gente nunca esquece.

Confira a programação do dia 15, sexta:

FEIRA DE ECONOMIA CRIATIVA

Clube do Lago – a partir das 21h – Gratuito

Exposição de artesanatos, produtos naturais, comidas gourmet e biojoias, reunindo uma diversidade de espaços e empreendedores independentes da cidade, fortalecendo a economia local, incentivando a circularidade do consumo e promovendo a comunicação e o vínculo entre pessoas diversas.

Intervenção: “RESISTIR É TECER CAMINHOS COLETIVOS” | Arteir@as pela Democracia | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – a partir das 21h – Gratuito

Arteir@s pela Democracia é um coletivo de mulheres que faz arte denúncia, tendo como pautas a valorização da arte que há no artesanato, a luta pelo fim da violência contra a mulher e a reivindicação de espaços permanentes de trabalho e de comercialização. Nesta intervenção, o público recebe um convite ao questionamento e à desconstrução de desigualdades e paradigmas socialmente construídos, movendo as barreiras geracionais, de gênero e de poder em nosso contexto comum.

Show musical: “TEM MULHER NA RODA DE SAMBA, SIM SINHÔ” | Adriane Calixto | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – Gratuito

Sinopse “Tem Mulher na Roda de Samba, Sim Sinhô” é um show que valoriza e destaca o protagonismo feminino dentro do samba, uma das maiores expressões culturais do Brasil. Idealizado por Adriane Calixto, o projeto traz ao palco um repertório envolvente com grandes nomes do samba, proporcionando uma experiência marcante e autêntica para o público.

Ficha Técnica Voz e direção musical: Adriane Calixto – Pandeiro Violão 7 cordas: Silvio Pinheiro Cavaco: Isabela Araújo Percussão: Fabrícia Pereira – percussão geral Marili Salvador – rebolo Verônica Maria – pandeiro e conga

Mini Bio Adriane Calixto é cantora e instrumentista com trajetória consolidada no samba. Iniciou sua carreira em 2006 e já se apresentou em importantes palcos como Sesc de diversas cidades do estado de São Paulo e a casa Blue Note/SP. Seu trabalho é marcado pela força da interpretação, presença de palco e conexão com o público, levando o samba com identidade, respeito à tradição e energia contemporânea.

Ao longo de sua trajetória, o projeto contou com participações muito especiais, como a cantora Cassiana Pérola Negra, que integrou apresentações nos anos de 2025 e 2026, fortalecendo ainda mais a proposta do projeto e ampliando o diálogo entre diferentes gerações e vozes femininas do samba.

Outro momento de destaque na caminhada artística de Adriane Calixto foi sua participação no Taberna da Vila, no Rio de Janeiro, em maio de 2025, ao lado de grandes nomes do samba como Renato da Rocinha, Margarete Mendes e Cassiana Pérola Negra. Essa experiência reafirma sua conexão com a raiz do samba carioca e consolida sua atuação para além do interior paulista, expandindo sua presença em importantes espaços da cena nacional.

Com uma proposta que une tradição, representatividade e força feminina, o “Tem Mulher na Roda de Samba, Sim Sinhô” segue em circulação, emocionando o público e reafirmando o lugar da mulher como protagonista no samba.

Intervenção: “CHARMEANDO” | Carol Cof convida Mayk Ricardo e DJ Taroba | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – 90 minutos – Gratuito

Sinopse O Charmeando é uma vivência de dança coletiva dedicada à celebração da música preta e da cultura do Charme. O público é convidado a trocar energia, aprender e dançar os famosos passinhos e se conectar com a essência dos bailes black.

Ficha Técnica Idealização: Carol Cof Instrutores: Carol Cof e Mayk Ricardo DJ: Taroba

Mini Bio O Charmeando é um manifesto da dança urbana que fortalece a cultura negra através do movimento coletivo e da celebração. Idealizado pela artista Carol Cof, a iniciativa nasce da necessidade de territorializar as danças sociais no interior paulista. Mais do que o ensino de passos, o projeto propõe, através do Charme, uma tecnologia de convivência onde todos os corpos são bem-vindos.

Entendemos que dançar é um exercício de liberdade e um contraponto à urgência do cotidiano. Aqui, celebramos o bem-estar como resistência, reivindicando o tempo do afeto e da alegria como ferramentas essenciais para a manutenção da vida e do fortalecimento coletivo.

11h | Bate-papo: “REDES E AFETOS – ENCONTROS BORDADOS PELO TEMPO” | com participantes da Mostra

SESC Rio Preto – 120 minutos – Livre – Gratuito

Sinopse Nesse chão que pisamos, a respiração e o pulso de nossa memória são tecidos pelo tempo através do mesmo ponto: a arte. Neste poético encontro entre artistas e fazedores da cultura, o foco é o mesmo: a rede que construímos e os afetos que encontramos pela estrada, o apoio e a força que vemos uns nos outros mesmo estando, na maioria das vezes, tão longe de casa.

14h às 16h | Filme em Realidade Virtual: “A CABEÇA DO MENINO INVISÍVEL” | Jef Telles | São José do Rio Preto/SP

Centro Cultural SESI Rio Preto – Sessões individuais de 7’30’’ (duração total: 120 min.) – Livre – Gratuito

Sinopse “A Cabeça do Menino Invisível” é um videopoema em 360 graus que explora a linguagem do realismo mágico em um ambiente imersivo, questionando o uso excessivo dos meios digitais versus a relação com a criatividade. A narrativa se desenvolve em um planeta muito distante da Terra, onde havia um menino que morava longe das telas. Sem nome e sem corpo, criava sozinho os seus próprios mundos de uma forma até compreensível, afinal, ele era um menino invisível, que a tudo inventava. Pois só ele sabia que, sem criatividade, a vida não existia. E desse jeito escreveu a sua história, palavra por palavra.

Ficha Técnica Obra em realidade virtual – Escrito e produzido por Jef Telles Voz off do Menino Invisível: Arthur Rodrigues Telles e Lucca Rodrigues Telles Voz off binaural: Daniela Honório Cenografia digital e vozes adicionais produzidas com suporte de IA Montagem, desmontagem e instrutor da videoinstalação: Jef Telles

Videoinstalação A obra utiliza 4 óculos virtuais com strap power bank e fones de ouvido externos. Quatro espectadores simultâneos assistem ao filme de 7’35”, onde sobretudo o público infantil é provocado a deixar impressões acerca do Menino Invisível em uma página A1 em branco no centro do espaço. A ação tem duração aproximada de 2 horas, com capacidade para atender até 50 espectadores por sessão.

Mini Bio Jef Telles é videasta, roteirista, editor, ator e diretor artístico. Formado em Artes Dramáticas na Escola Persona de Teatro em São José do Rio Preto/SP, graduado em Licenciatura em Letras (UniSalesiano Lins/SP) e pós-graduado em Cinema e Vídeo (Unilago Rio Preto), o artista multimídia trabalha com a fusão das linguagens teatrais e audiovisuais desde 2006.

Foi videasta do Programa de Qualificação em Artes (POIESIS – Dança e Teatro – curadoria de Ismael Ivo e Sergio Ferrara – 2014 e 2015) e Biblioteca do Corpo (SESC SP – Ismael Ivo – 2015). Docente pelo SENAC Votuporanga em “Componentes em Dublagem, TV e Cinema” (2013), vencedor 7 vezes do Festival do Minuto e ganhador do Mapa Cultural Paulista com o vídeo “Casca de Noz” (2010).

Atuou como arte-educador pela Secretaria de Cultura de Rio Preto e Oficinas Culturais, na linguagem do teatro-vídeo, de 2009 a 2013. Desenvolveu extensa pesquisa sobre a história de Rio Preto para o áudio binaural “A Voz de Quem Produz”, da ACIRP, em 2021. Foi videasta de diversos grupos de teatro e dança, finalista do Claro Curtas e Tela Digital (Canal Brasil) com o curta “Homem do Século” e é diretor-fundador do Agrupamento Núcleo 2.

Seus últimos trabalhos podem ser acessados pelo endereço: [www.nucleo2.com.br](http://www.nucleo2.com.br).

16h | Espetáculo de teatro de animação: “DENTRO D’ÁGUA” | Cia. Talagadá | Itapira/SP

Centro Cultural SESI Rio Preto – 45 minutos – Livre – Gratuito – Com Audiodescrição

Sinopse O lixo retirado da praia e outros tipos de materialidades tornam-se matéria-prima para a construção de uma poesia dramática-visual que tem como disparador criativo o universo das águas, onde rio e mar se encontram. Numa atmosfera fantástica, seres peculiares ganham vida diante dos olhos dos pequenos espectadores, os quais são convidados a mergulhar juntos na construção da encenação.

Por meio do Teatro de Bonecos, formas, cores, sons, movimentos e momentos de interatividade com o público fazem do espetáculo “Dentro D’Água” uma deliciosa experiência sensorial que estimula de diversas formas a criatividade e o universo lúdico de crianças e adultos.

Ficha técnica Duração: 45 minutos Classificação: livre Atores manipuladores: Danilo Lopes e João Bozzi Direção: Valner Cintra Trilha sonora original: Luis Giovelli Operador de luz e som: Valner Cintra Confecção de cenografia: Cia Talagadá Produção: João Bozzi

Mini Bio A Cia Talagadá surge no ano de 2011, mas seus idealizadores já desenvolviam projetos teatrais na cidade de Itapira, interior do Estado de São Paulo, há mais de 10 anos. Colheram muitos frutos, mas também enfrentaram dificuldades, o que levou ao fechamento da antiga companhia em 2009. Este recesso de um ano foi o tempo necessário para a criação e organização da Cia Talagadá, constituída por três integrantes da extinta Cia Pirandello: Danilo Lopes, João Bozzi e Valner Cintra.

Nestes 15 anos de pesquisa e trabalho, a companhia construiu sua trajetória por meio da participação em importantes festivais e projetos por diversas regiões do país, além de temporadas na Argentina, México e Portugal, e uma sequência de quinze Prêmios ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo.

Vale destacar que a Cia Talagadá sempre foi agraciada com premiações em festivais competitivos dos quais participou, além de diversas apresentações em unidades do SESI e SESC.

18h30 | Espetáculo de Circo: “ARRAIAL” | Cia. Beira Serra | Botucatu/SP

Clube do Lago – 40 minutos – Livre – Gratuito – Com Audiodescrição

Sinopse É festa no Arraial! E o povo do lugar é convidado a embarcar numa jornada de encantamento, sonho e diversão pelo mundo maravilhoso do circo. Nesse espetáculo, entre acrobacias, palhaçadas, dança, música, malabarismo, romantismo e estripulias em geral, o apaixonado e brejeiro casal Januário e Sá Marica vai transformar o espaço do arraial num pequeno mundo livre, governado pela alegria e pela fantasia.

Ficha técnica Direção: Esio Magalhães Elenco: Dael, Fernando Vasques e Mimi Tortorella Direção musical: Dael e Fernando Vasques Cenografia e figurino: Laura Françozo Designer gráfico e ilustração: Otávio Seraphim Fotografia: Otávio Seraphim e Pedro Dutra

Mini Bio A Cia Beira Serra de Circo e Teatro foi fundada em 2014, na cidade de Botucatu, interior de São Paulo, por Fernando Vasques e Mimi Tortorella. Fernando é ator formado pelo curso de Humor da SP Escola de Teatro. Mimi é atriz com bacharelado, mestrado e doutorado em Artes Cênicas/Artes da Cena pela UNICAMP.

O primeiro projeto concebido pela dupla, ainda em 2014, foi o espetáculo “Café com Arco”, que estabelece a identidade da Cia Beira Serra ao promover um original encontro da cultura popular caipira com as técnicas circenses, de maneira delicada e divertida.

Paralelamente a essa criação, Fernando Vasques desenvolveu o espetáculo solo “Acorda, Januário!”, no qual, através da comicidade do palhaço, apresenta números de habilidades musicais, mágicas, acrobáticas e de malabarismo.

Ao longo dos anos, a companhia realizou festivais, montagens e projetos contemplados por editais como ProAC e SESI Viagem Teatral, consolidando uma trajetória voltada à pesquisa circense, cultura popular e comicidade.

20h | Espetáculo de teatro: “UBU: O QUE É BOM TEM QUE CONTINUAR” | Clowns de Shakespeare, Facetas e Asavessa | Natal/RN

Anfiteatro da Represa Municipal – 60 minutos – Livre – Gratuito – Com Interpretação em Libras

Sinopse A peça tem como ponto de partida os personagens Pai e Mãe Ubu, da clássica obra “Ubu Rei”, de Alfred Jarry, e suas rocambolescas armações em uma insaciável busca pelo poder. Situando-se como uma possível continuação do trabalho de Jarry, “Ubu: O Que É Bom Tem Que Continuar” desloca esses personagens para um país/lugar-nenhum com ares latino-americanos.

Nesse novo ambiente, Pai Ubu e Mãe Ubu continuarão sua saga alucinada e insaciável pelo poder.

Ficha técnica Direção e dramaturgia: Fernando Yamamoto Elenco: Caju Dantas, Diogo Spinelli, José Medeiros, Paula Queiroz e Rodrigo Bico Figurino e adereços: Marcos Leonardo Cenografia: Fernando Yamamoto e Rafael Telles Dramaturgia musical: Marco França e Ernani Maletta Composições: músicas de Marco França e letras de Fernando Yamamoto (a música “Marcha da Votação” é de Ernani Maletta) Colaboração dramatúrgica: Franklyn Novaes, Maria Clara Gonzaga, Júlio Lima e Caio Padilha Colaboração dramatúrgica: Camilla Custódio Produção: Talita Yohana

Mini Bio

Clowns de Shakespeare Fundado em 1993, o grupo desenvolve um trabalho de pesquisa teatral focado na construção da presença cênica do ator, a musicalidade do corpo e o teatro popular, sempre em perspectiva colaborativa. Com trabalhos como “Muito Barulho por Quase Nada”, “Sua Incelença, Ricardo III”, “Abrazo”, “CLÃ_DESTINO” e “FRONTE[IRA] FRACAS[S]O”, o grupo circulou pelos principais festivais do Brasil e também em países como Chile, Espanha, Portugal, México e Uruguai.

Facetas O Facetas nasceu em 1999 entre jovens da Escola Estadual Berilo Wanderley. Entre suas obras destacam-se “O Bizarro Sonho de Steven”, “Ida ao Teatro” e “Sal, o Menino Mar”. O grupo fundou o TECESol – Território de Educação, Cultura e Economia Solidária, hoje um importante polo de criação e resistência cultural da cidade de Natal.

Asavessa Grupo surgido como desdobramento do Laboratório da Cena de Parnamirim 2015, realizado pelos Clowns de Shakespeare. Seu trabalho inaugural foi “Julieta Mais Romeu” (2019). Durante a pandemia, criou os espetáculos “Este é um espetáculo autobiográfico mesmo que não sejamos um grupo com tempo suficiente de ter um espetáculo autobiográfico – e, sim, este título está longo demais” e “Hoje Mais Cedo Vi Um Gato Comer A Língua De Um Porco”, ambos de 2021.

21h | CONTRAMÃO BAR CULTURAL

Clube do Lago – a partir das 21h – 18 anos – Gratuito

O bar do contra. Indo na contramão de um mundo que prega ódio e retrocesso, o bar cultural da Mostra Cênica Resistências é lugar de liberdade e de celebração à vida e à plena existência humana, onde a diversidade e a essência de ser e (re)existir permeiam o mesmo espaço, brindam o mesmo gole e dançam juntes o mesmo ritmo.

Lá tem Samba, Funk, Rap, Pop, comida e experiência boa, daquelas que marcam e que a gente nunca esquece.

Confira a programação do dia 16, sábado:

FEIRA DE ECONOMIA CRIATIVA

Clube do Lago – a partir das 21h – Gratuito

Exposição de artesanatos, produtos naturais, comidas gourmet e biojoias, reunindo uma diversidade de espaços e empreendedores independentes da cidade, fortalecendo a economia local, incentivando a circularidade do consumo e promovendo a comunicação e o vínculo entre pessoas diversas.

Intervenção: “RESISTIR É TECER CAMINHOS COLETIVOS” | Arteir@as pela Democracia | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – a partir das 21h – Gratuito

Arteir@s pela Democracia é um coletivo de mulheres que faz arte denúncia, tendo como pautas a valorização da arte que há no artesanato, a luta pelo fim da violência contra a mulher e a reivindicação de espaços permanentes de trabalho e de comercialização. Nesta intervenção, o público recebe um convite ao questionamento e à desconstrução de desigualdades e paradigmas socialmente construídos, movendo as barreiras geracionais, de gênero e de poder em nosso contexto comum.

Show Musical: “AXÉ DONA ENCRENCA” | Jaqueline Cardoso e Banda Dona Encrenca | São José do Rio Preto/SP

Clube do Lago – Gratuito – Com Interpretação em Libras

Sinopse Com a vibração dos grandes clássicos do axé das décadas de 80, 90 e 2000, a Dona Encrenca promove uma verdadeira viagem pela memória afetiva brasileira. O repertório dançante e popular transforma cada apresentação em uma experiência coletiva, onde o público participa de forma espontânea e ativa.

Ficha técnica Canto e direção geral: Jaqueline Cardoso Músico e diretor musical: Bruce Lima Percussão: Duda Neto Músicos de apoio: Adalberto Germano e Tiago Pereira Assistência de palco: Rodolpho Castro Produção técnica: Ícaro Negroni Produção executiva: Clara Tremura

Mini Bio A banda Axé Dona Encrenca consolidou seu nome em 2023 com o lançamento do EP “África Caliente”, disponível nas plataformas digitais. O projeto marcou uma nova fase na trajetória da banda, ampliando seu alcance e conquistando ainda mais admiradores por onde passa.

Com um repertório altamente dançante, os shows são marcados pela forte interação com o público, que participa espontaneamente e transforma cada apresentação em uma experiência coletiva de alegria e celebração.

A essência da banda é simples e poderosa: levar música, energia e felicidade ao povo.

Encerramento da Mostra | Música: DJ HARLEN FÉLIX | São José do Rio Preto/SP

Para encerrar a Mostra Cênica Resistências com grande estilo, nosso DJ finaliza a programação do bar com um repertório de músicas variadas, destacando sonoridades de nosso país e grandes sucessos do mundo todo.

Mini Bio Harlen Félix é DJ, curador musical, produtor cultural, ator e comunicador de São José do Rio Preto. Além de tocar em festas e espaços culturais, ele já atuou como curador musical residente em eventos como o Festival Perfídia e projetos artísticos na cidade.

Sua abordagem como DJ valoriza a conexão entre as pessoas por meio da música, explorando repertórios que misturam ritmos populares e atemporais adaptados a diferentes ocasiões.

Endereços:

São José do Rio Preto/SP

Anfiteatro Nelson Castro (Represa)
Av. Duque de Caxias – Vila Ercília

Casa Nuvem
Rua Presciliano Pinto, 838 – Boa Vista

Clube do Lago
Av. Duque de Caxias, 3756 – Jardim dos Seixas

Polo Audiovisual do Noroeste
Rua Josina Teixeira de Carvalho, 512 – Vila Anchieta

Praça dos Escritores
Rua Dr. Lino Braille, 440 – Jardim Morumbi (ao lado do Centro de Reabilitação Visual – Instituto dos Cegos de Rio Preto)

Sede Cênica
Av. das Hortênsias, 263 – Jardim dos Seixas

Sesc Rio Preto
Av. Francisco das Chagas Oliveira, 1333 – Chácara Municipal

Centro Cultural SESI Rio Preto
Av. Duque de Caxias, 4656 – Jardim dos Seixas

Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto
Av. Brigadeiro Faria Lima, 5381 – Chácara Municipal

Região

CCI – Centro de Convivência do Idoso
Rua Tiradentes, 1805 – Centro – Bady Bassitt/SP

Sede Cia. Arte das Águas
Rua Alfio Antônio Rosseto, 1843 – Jardim Bella Vista 1 – Ibirá/SP

Projeto Ativação do Futuro
Rua Francisco Broisler, 786 – Mirassolândia/SP

Projeto Social Espaço Amigo
Rua Júlio Frasson, s/n (próximo ao bairro Estação) – Nova Granada/SP

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